PPF e um chá com Caê, I

De repente ocorreu-me que passado, presente e futuro podem não ser suficientes para uma vida só. De repente ocorreu-me que, mesmo as vidas contidas em uma única vida, não são suficientes para um só ser. De que nem talvez o ‘tempo, tempo, tempo, tempo’, apesar de ser um ‘senhor tão bonito’, seja capaz de mostrar que ‘as coisas tem peso, massa, volume, tamanho, tempo, forma, cor, posição, textura, duração, densidade, cheiro, valor, consistência, profundidade, contorno, temperatura, função, aparência, preço, destino, idade, sentido’, mas que as coisas, as tão cultuadas, buscadas, desesperadamente gritadas e silenciadas coisas, ‘as coisas não tem paz’.

Porque ‘as coisas’ e o ‘tempo’ conseguem trabalhar juntas e suficientemente distantes praticamente ao mesmo tempo, fazendo com que torne-se cada vez mais difícil a nós sabermos, de fato, ‘a dor e a delícia’ de sermos o que somos. De que nesse curto-longo-intervalo de se ser o que se é, acaba-se sendo demais e no fim, nada. Ou nada, tudo. Mas, nada-tudo completamente, satisfatoriamente, nada-tudo-sempre-nunca-jamais.

De repente, não mais que de repente, ocorreu-me que enquanto se foi, se é e se procura ser o que não se foi, o que não se é e o que poderá ou não ser, ocorreu-me que a gente pensa demais mesmo.

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Uma resposta para PPF e um chá com Caê, I

  1. A irmã disse:

    Talves seja o momento de parar de pensar demais e agir, não acha?

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